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À Deriva X Chuva de Verão
Posted by Alisson Sellaro in Cinema on 12 de August de 2009
Fernanda Ezabella assina uma matéria publicada hoje na Folha de São Paulo que analisa as semelhanças entre o filme À Deriva (2009) e outro filme, neozelandês, Chuva de Verão (2001).
O lado-a-lado, quase um infográfico, publicado pela Folha dá a certeza da cópia deslavada feita por Heiotr Dalia, não fosse um pequeno, mas importante, detalhe: À Deriva é um filme que aborda uma problemática comum. Como disse o próprio Heirot Dhalia: “Não é um filme biográfico, mas foi um universo que eu vivi. Se a história é parecida com alguma outra, eu também não posso fazer nada.”
No fim das contas, mesmo se À Deriva for comprovadamente uma releitura, sua execução foi muito boa.
À Deriva
Posted by Alisson Sellaro in Cinema on 4 de August de 2009
Dizem que Heitor Dhalia pôs os seu próprio olhar sobre um tema corriqueiro nos consultórios de psicanálise mundo afora: a separação dos pais e o impacto nos filhos. Se autobiográfico, não sei, mas dá para dizer sem medo que o olhar do filme é delicado nas suas muitas entrelinhas.
A fotografia do filme é um capítulo à parte. Búzios ajudou como set de filmagem, mas Ricardo Della Rosa é culpado, e muito, pelo resultado sensacional. Do posicionamento de câmera à iluminação, passando pelas (muitas) externas e subaquáticas, a fotografia conseguiu passar a tensão e a sutileza da trama de uma forma simples e muito bonita.
Laura Neiva, a jovem paulistana recém surgida, é outro destaque no filme. Puerilmente bonita, ela protagoniza o filme do alto dos seus 15 anos (quatorze na trama) e ajuda a compor a mistura de inocência, descoberta e sofrimento à medida que o relacionamento do seus pais se esfacela.
Em tempos de mídias mais dinâmicas, o filme tem um arsenal que inclui site oficial, blog, videocasts, fotos feitas pelo Alexandre Ermel e até o twitter da Laura Neiva.
Assistam que o ingresso é barato pela beleza e sutileza da história. E mantenham a percepção ligada durante todo o filme. Talvez você também perceba que para Dhalia, pias, pratos e ralos têm muito a dizer sobre as relações humanas.

