Reading is an act of contemplation, perhaps the only act in which we allow ourselves to merge with the consciousness of another human being.
Este é um trecho do artigo The Lost Art of Reading, de David Ulin, publicado no Los Angeles Times. Neste artigo, Ulin usa de um argumento bem interessante para defender a sua tese de que estamos perdendo o jeito para leitura: estamos encurralados por um modo de viver que privilegia saber de tudo, on-line, e não deixar fluir um micronésimo de segundo sequer para nada além de ouivr o barulho de tudo.
Numa tradução livre do artigo, num trecho que vem logo antes do bloco que abriu este post: é como se não tivessemos a habilidade de deixar nossa mente repousar o suficiente para habitar a mente de outro, nem permitir que a mente deste outro habite nosso mundo.
A priori, o argumento pode parecer um tanto quanto o famoso mote do Twitter: corrão para as montanhas, numa neura anti-tecnológica vazia. Mas o fato é que Ulin tem muita razão quando fala que estamos migrando nossa atenção do pensar para o reagir. De transformar cada segundo em uma tag e atribuí-la a um porrilhão de fatos (muitos vazios).
Que fique por aqui, meio que como uma oração, a vontade de conseguir parar mais. De se deixar mais levar pelas histórias, boas ou ruins, mas nos seus tempos.

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