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Brasil, Chavez e a América do Sul

Pois é, gente… Estava demorando, mas a repercussão internacional do “em cima do murismo” do governo brasileiro começou a ecoar lá fora.

A revista britânica The Economist, na edição que circulará a partir de amanhã, 15 de agosto, traz um artigo sobre o posicionamento esquizofrênco da política externa brasileira.

O artigo ressalta todo o sucesso do governo Lula, desde aspectos de assistência social ao reforço da democracia, com um perfil “sábio” em ter negado qualquer evolução quanto à questão do terceiro mandato presidencial. Além disso, o artigo também reforça a importância brasileira dentro do contexto dos BRIC, jogando por terra a velha teoria de que seriamos o país mais fraco do grupo.

Tudo seria flores, não fossem algumas observações pertinentes quanto ao que diz respeito ao receio brasileiro de assumir posições que reforcem seus valores democráticos e de estímulo a uma economia livre, mas com forte responsabilidade social.  O bom trânsito que Lula faz entre Obama e Fidel Castro deveria ser um trunfo para, com o jeitinho diplomático brasileiro (ao contrário da truculência sugerida como super-trunfo pela Folha há dias atrás), liderar a “ordem na casa” da América Latina.

Justiça seja feita, nos calamos em relação a coisas importantes como a nova lei de imprensa na Venezuela, o xilique chavista quanto às bases americanas em Cuba e a questão das armas fornecidas às FARC. Isto sem mencionar a questão da estradição italiana ou das eleições no Irã.

O artigo fecha com um tom moderado que deve servir de base para discussões mais profundas no Itamaraty. Se o Senado não roubar tanto a cena:

Nobody should expect Brazil to act as America’s sheriff. But it is in its own interest to prevent a new cold war in the region. The way to do so is not to equivocate between democrats and autocrats, as Lula seems to think. It is to shame Mr Chávez by drawing a clear, public line in favour of democracy—the system that allowed a poor lathe-operator to come to power and change Brazil. Why should other countries deserve less?

Posted in Política.

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One Response

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  1. Juliano Messaggi says

    Esse “murismo” brasileiro também se deve ao medo de desagradar a americanos ou chineses pois são os maiores compradores de produtos brasileiros.



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