Fernanda Ezabella assina uma matéria publicada hoje na Folha de São Paulo que analisa as semelhanças entre o filme À Deriva (2009) e outro filme, neozelandês, Chuva de Verão (2001).
O lado-a-lado, quase um infográfico, publicado pela Folha dá a certeza da cópia deslavada feita por Heiotr Dalia, não fosse um pequeno, mas importante, detalhe: À Deriva é um filme que aborda uma problemática comum. Como disse o próprio Heirot Dhalia: “Não é um filme biográfico, mas foi um universo que eu vivi. Se a história é parecida com alguma outra, eu também não posso fazer nada.”
No fim das contas, mesmo se À Deriva for comprovadamente uma releitura, sua execução foi muito boa.

#1 by Joanna on 12 de August de 2009 - 18:31
As opiniões dos advogados na matéria estão corretas, ao menos tecnicamente e na minha irrelevante opinião.
Juridicamente o plágio do direito de autor se perfaz na cópia ilegal em que a verdadeira autoria não é ressalvada, apresentando-se como sua, intencionalmente, a obra de outrem (juridiquês mode on).
Cópia é a reprodução literal e integral de algo, não existe, pelo menos no direito de autor, meia cópia ilegal, logo, se o enredo é semelhante, a blusa da Lolita se repete e se todo mundo bóia, pra arrancar uma indenização, é pouco. Como disse o cálega da USP: “Qualquer nuance diferente, como um final diferente [o que acontece neste caso], já levaria a uma não condenação.”
Particularmente acho que se fizéssemos infográficos, como os da folha, de grande parte dos filmes com temática corriqueira (amor, traição, perder a virgindade e mais do mesmo), estaríamos diante de mais de um déjà vu, provavelmente, de centenas, quiçá George Lucas se salvaria.
Enfim, gostei do filme, não morri de amores, mas gostei! rs
#2 by camila on 12 de August de 2009 - 21:04
sem dúvida, bem executado!
#3 by Alisson Sellaro on 13 de August de 2009 - 13:29
Não entendi a motivação da Folha ser tão taxativa. Como se o filme fosse ruim, independente das influências/inspirações.
Além disso, parece consenso de que não é plágio.
#4 by Juba on 18 de August de 2009 - 18:11
Eu já vi o filme original, o neozelandes e fiquei boqueaberta com a “copia deslavada”… o filme brasileiro pode não ser ruim, mas não é NADA original. E o Heitor Dhalia fazer discurso como se toda história fosse criação dele fica muuuito feio pro cinema brasileiro. Uma coisa é fazer um filme “inspirado” (prefiro dizer copiado) em outro e deixar isso bem claro, outra coisa é negar e fingir tudo isso. E pra mim é plágio! Me surpreende muito também Cannes ter premiado ambos os filmes… !!!!!!????????
#5 by Alisson Sellaro on 24 de August de 2009 - 13:35
Não vi o Chuva de Verão, portanto não posso afirmar assim com tanta segurança de ser “plágio” (mesmo tecnicamente, do ponto de vista jurídico, não sendo). O que posso afirmar, como disse, é que o filme do Heitor Dhalia não é ruim, independente de qualquer coisa.
A história é comum, o que pode dar margens para várias semelhanças. Mas, de todo modo, fico cada vez mais curioso em pegar este tal de Chuva de Verão para ver qual é.