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À Deriva X Chuva de Verão

Fernanda Ezabella assina uma matéria publicada hoje na Folha de São Paulo que analisa as semelhanças entre o filme À Deriva (2009) e outro filme, neozelandês, Chuva de Verão (2001).

O lado-a-lado, quase um infográfico, publicado pela Folha dá a certeza da cópia deslavada feita por Heiotr Dalia, não fosse um pequeno, mas importante, detalhe: À Deriva é um filme que aborda uma problemática comum. Como disse o próprio Heirot Dhalia: “Não é um filme biográfico, mas foi um universo que eu vivi. Se a história é parecida com alguma outra, eu também não posso fazer nada.”

No fim das contas, mesmo se À Deriva for comprovadamente uma releitura, sua execução foi muito boa.

Posted in Cinema.


5 Responses

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  1. Joanna says

    As opiniões dos advogados na matéria estão corretas, ao menos tecnicamente e na minha irrelevante opinião.

    Juridicamente o plágio do direito de autor se perfaz na cópia ilegal em que a verdadeira autoria não é ressalvada, apresentando-se como sua, intencionalmente, a obra de outrem (juridiquês mode on).

    Cópia é a reprodução literal e integral de algo, não existe, pelo menos no direito de autor, meia cópia ilegal, logo, se o enredo é semelhante, a blusa da Lolita se repete e se todo mundo bóia, pra arrancar uma indenização, é pouco. Como disse o cálega da USP: “Qualquer nuance diferente, como um final diferente [o que acontece neste caso], já levaria a uma não condenação.”

    Particularmente acho que se fizéssemos infográficos, como os da folha, de grande parte dos filmes com temática corriqueira (amor, traição, perder a virgindade e mais do mesmo), estaríamos diante de mais de um déjà vu, provavelmente, de centenas, quiçá George Lucas se salvaria.

    Enfim, gostei do filme, não morri de amores, mas gostei! rs

  2. camila says

    sem dúvida, bem executado!

  3. Alisson Sellaro says

    Não entendi a motivação da Folha ser tão taxativa. Como se o filme fosse ruim, independente das influências/inspirações.

    Além disso, parece consenso de que não é plágio.

  4. Juba says

    Eu já vi o filme original, o neozelandes e fiquei boqueaberta com a “copia deslavada”… o filme brasileiro pode não ser ruim, mas não é NADA original. E o Heitor Dhalia fazer discurso como se toda história fosse criação dele fica muuuito feio pro cinema brasileiro. Uma coisa é fazer um filme “inspirado” (prefiro dizer copiado) em outro e deixar isso bem claro, outra coisa é negar e fingir tudo isso. E pra mim é plágio! Me surpreende muito também Cannes ter premiado ambos os filmes… !!!!!!????????

  5. Alisson Sellaro says

    Não vi o Chuva de Verão, portanto não posso afirmar assim com tanta segurança de ser “plágio” (mesmo tecnicamente, do ponto de vista jurídico, não sendo). O que posso afirmar, como disse, é que o filme do Heitor Dhalia não é ruim, independente de qualquer coisa.

    A história é comum, o que pode dar margens para várias semelhanças. Mas, de todo modo, fico cada vez mais curioso em pegar este tal de Chuva de Verão para ver qual é.



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