Antes, era normal. Praxe. Depois, se torna feio. Demodè. Ruim, até. E pronto… chegou ao fim do ciclo e o que era normal cai no mais absoluto desuso. Até, pelo menos, alguém reinventar a coisa, dando uma roupagem vintage, um ar cult uma mão de glamour. Pronto novamente: o negócio voltou a ser bacana.
Alguém aí lembra de cartões postais? Não são aqueles mini-anúncios que ficam nos banheiros dos lugares mais badalados de qualquer cidade média a grande do Brasil. Pasmem, algum dia havia pessoas que se utilizavam dos tais cartões para mandar notícias e, de quebra, dar uma pequena impressão ao destinatário do lugar em que o remetente se encontrava.
Com e-mails e uma penca de outras formas mais ágeis de comunicação, os postais, junto com cartas, telegramas e afins, foram caindo no desuso e no esquecimento. Pelo menos até a tal da fase glamurosa apontar no horizonte.
Semana passada caiu no meu colo o Post Crossing. Um projeto on-line que põe pessoas interessadas em receber cartões postais não virtuais em contato.
A fórmula é simples e batida das comunidades virtuais: cria-se um rede social onde você cria uma conta, adiciona algumas informações sobre você (o tal perfil), inclui sua localização geográfica e zas! A partir daí, você pode pedir ao sistema que indique o endereço de um outro interessado em cartões postais à moda antiga. O sistema te manda um e-mail com as informações. Você vai numa banca de revistas ou nos correios, mata o atendente de susto ao pedir para ver os cartões postais, anota um código que o sistema te deu no cartão e submete para o destinatário.
Você “espera, espera e espera” (segundo o site), enquanto o seu cartão postal cruza o espaço necessário para chegar ao destinatário. Este, quando recebe seu cartão, vai ao Post Crossing e digita o tal código. O sistema entende que você realmente enviou o cartão. Contabiliza a distância que o cartão viajou de você até o destinatário para você e o insere na lista de recebedores de cartões. Até que outro usuário solicite o endereço de um destinatário interessado e este seja você. Fechou o ciclo.
A ideia é simples e bacana. De mais a mais, serve para que lembremos de como as coisas costumavam ser e que tenhamos alguma referência fisicamente existente de cantos tão longes ou tão pertos. A depender da forma e do referencial.

uai, eu envio postais quando viajo… aliás, acabo de lembrar que tenho o teu endereço e nunca te enviei, né?
pois é, e quando alguém viaja e tem a boa vontade de perguntar se quero algo, a carta na manga é meu endereço : “envie-me um postal, não vai nem ocupar espaço na bagagem!”
eu adoro! quase sempre recebo, porque nem todo mundo quer parar pra enviar postais no meio d’uma viagem!
beijo