Dizem que Heitor Dhalia pôs os seu próprio olhar sobre um tema corriqueiro nos consultórios de psicanálise mundo afora: a separação dos pais e o impacto nos filhos. Se autobiográfico, não sei, mas dá para dizer sem medo que o olhar do filme é delicado nas suas muitas entrelinhas.
A fotografia do filme é um capítulo à parte. Búzios ajudou como set de filmagem, mas Ricardo Della Rosa é culpado, e muito, pelo resultado sensacional. Do posicionamento de câmera à iluminação, passando pelas (muitas) externas e subaquáticas, a fotografia conseguiu passar a tensão e a sutileza da trama de uma forma simples e muito bonita.
Laura Neiva, a jovem paulistana recém surgida, é outro destaque no filme. Puerilmente bonita, ela protagoniza o filme do alto dos seus 15 anos (quatorze na trama) e ajuda a compor a mistura de inocência, descoberta e sofrimento à medida que o relacionamento do seus pais se esfacela.
Em tempos de mídias mais dinâmicas, o filme tem um arsenal que inclui site oficial, blog, videocasts, fotos feitas pelo Alexandre Ermel e até o twitter da Laura Neiva.
Assistam que o ingresso é barato pela beleza e sutileza da história. E mantenham a percepção ligada durante todo o filme. Talvez você também perceba que para Dhalia, pias, pratos e ralos têm muito a dizer sobre as relações humanas.


Assisti esses dias Interiores, do Woody Allen. Pegada psicanalítica para contar a história de uma família em crise. Fotografia em tons pastéis, que muda só quando um elemento estranho passa a integrar a trama. Bonito por demais. A propósito, também tem cenário à beira-mar.
Gostei daqui!
Bem-vinda, senhora da casa da vila.
Vou verificar a dica do Interiores e jogo mais impressões por aqui.
Zé, eu achei o filme demais. Em todos os sentidos.
Fotografia di-vi-na!!! E sobre a história, ainda to balançada, ainda mais por Felipa ser a filha mais velha, assim com sua amiga. Nhoim! Achei muito forte. Gostei muito do que vi!
Os mais velhos não precisam compreender só pelo fato de serem os mais velhos! Prontodesabafei!
Beijo