Não é difícil ouvir histórias e mais histórias sobre o ego inflado de alguns artistas. Deve haver, em algum lugar enterrado no meio das nossas entranhas, algo que una muito fortemente a beleza, a expressão e os egos inflamados. É como se produzir algo bonito (ou marcante em algum sentido) de um ou outro modo credenciasse o artista como autoridade.
Não faço julgamento de valor quanto a isto. Cada um sabe – ou deveria saber – da beleza e dos processos de sua produção. Mesmo porque vários dos artistas rotulados aqui e ali de difíceis têm uma produção que não seduz muita gente, ao mesmo tempo em quem carismáticos de carteirinha movem multidões. Se a regra é de que é preciso ser bom para ser um pé no saco, há muita gente equivocada no mundo das artes. Em ambos os sentidos.
Mas o fato, depois de tanta digressão, é que na última sexta-feira, Noel Gallagher de uma pequena e marcante declaração no blog do Oasis: não passaria uma noite mais trabalhando com o irmão, Liam, o dificinho da Estrela (com direito a verbete na Desciclopédia). A New Musical Express noticiou que a causa da saída de Noel teria sido um arranca-rabo com o irmão após um show em Paris.
Depois de oito álbuns e quinze anos de estrada, este pode ser o desfecho de uma banda que incorporou em sua formação a famosa técnica do good cop/bad cop nas figuras dos irmãos Noel e Liam, respectivamente.
I don’t know why you say goodbye, I say hello

One Response
Stay in touch with the conversation, subscribe to the RSS feed for comments on this post.
Continuing the Discussion