Ontem foi comemorado o dia da fotografia. Como esperado, várias informações fotográficas estavam em trânsito, mas uma, em especial me chamou muito a atenção.
Quando eu era criança, achava que o mundo “antigo” era sem cor porque todas as fotos dele eram em preto e branco. Talvez por ainda ter guardo em algum lugar esta impressão infantil, as fotos de Sergey Prokudin-Gorsky me impressionaram muito.
Prokudin-Gorsky, químico e fotógrafo russo nascido em 1863, desenvolveu uma técnica que, como quase todas as boas idéias, era simples: ele tirava três fotos do que ela gostaria de registrar. Uma utilizando um filme vermelho, outra com filme verde e uma terceira com filme azul. A foto final era o resultado da sobreposição das três fotos.
O projeto mais importante de Prokudin-Gorsky foi realizado de 1909 a 1915. Com o patrocínio e apoio do czar Nicolau II, Prokudin-Gorsky rodou por todo o Império Russo fotografando prédios, campos, pessoas, enfim, o Império. A idéia era criar um acervo visual colorido de como era o Império Russo, em toda sua extensão.
Além da inovação da técnica, o projeto acabou tomando uma dimensão histórica fenomenal. A Rússia estava, então, à beira da Revolução Socialista e da Primeira Guerra.
Mais da metade destes negativos foram recuperados pela Biblioteca do Congresso americano, que os comprou dos herdeiros de Prokudin-Gorsky em 1948.
Mais informações sobre Prokudin-Gorsky:
- Ensaio de RJ Evans na revista Quazen
- Prokudin-Grosky database





Talvez pelo fato de sempre olhar a data das fotos logo depois de vê-las, suas cores me parecem ainda mais vivas.
As tonalidades nas fotos, o vermelho vivo, por exemplo, não é natural nem paras as fotos de hoje.
Fiquei apaixonada pelas cores de Peasant Girls.